Mostrar mensagens com a etiqueta Ingmar Bergman. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ingmar Bergman. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

LARMAR OCH GOR SIG TILL (Na Presença de um Palhaço) de Ingmar Bergman - 10.11.2009

 
(...) Ao primitivo personagem [de Carl], Bergman acrescenta outras características. A paixão por Schubert, a sífilis (que dominam, de forma brilhante, o primeiro diálogo entre Carl e o médico), e um “invento” especial : a cinematografia sonora, que consistia em actores debitarem os diálogos do filmes atrás de uma cortina (que, sabe-se, era uma prática frequente nas exibições de filmes mudos). Carl teria realizado um filme para assim ser projectado, tendo por tema a vida e morte de Schubert, e que o deixou arruinado.
[Na segunda parte de Larmar och Gor Sig Till (...) o filme transforma-se (...) numa belíssima homenagem aos “fabricantes de imagens” (que é o título do novo trabalho, e outra admirável homenagem ao cinema mudo, que é Bildmakarna que Bergman fez em 2000). A própria exibição do referido filme parece, desde logo, uma homenagem (inconsciente?) ao velho cinema, pois os planos da porta exterior que se abre fazendo entrar uma revoada de neve artificial, na sua repetição lembra planos idênticos e anedóticos de The Fatal Glass of Beer com W.C. Fields. Bergman, porém, trabalha noutro registo. A homenagem, aqui, tem a ver com a relação que esse tipo de apresentação do filme tem (tinha) com o teatro. E, para o sublinhar, faz “desaparecer” o filme ainda no primeiro acto com a intervenção “providencial” de um incêndio. Para não defraudarem os amigos espectadores, Carl e os seus cúmplices transformam a exibição numa “representação”. (...)
Manuel Cintra Ferreira
Folhas da Cinemateca
in catálogo "cinematografia – teatralidade 1"
Lisboa, Outubro de 2009

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

A FORÇA DO SEXO FRACO de Ingmar Bergman - 05.11.2008


(...) Há já muito tempo, um jovem intrépido escriba escrevia, depois de ter louvado a franqueza e a insolência do filme, “ser sobretudo sensível a uma espécie de elegância coreográfica cujo encanto parece precisamente aproveitar-se das regras habituais da dança”, antes de evocar algumas hipóteses mais ou menos perigosas. Quanto à “elegância coreográfica”, ainda vá, mas o que é que esse jovem sabia das “regras habituais da dança”? Isso, manifestamente, não o impedia de fazer como se…
Jean-André Fieschi
in catálogo "cinematografia – coreografia 2"
Lisboa, Outubro de 2008