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segunda-feira, 10 de novembro de 2014

SHERLOCK JR. de Buster Keaton - 10.11.2014 - 21h30


"Sherlock Jr." é um filme exemplar, em vários aspectos, da lógica keatoniana. Em primeiro lugar porque estabelece uma ponte muito directa com o “tema do cinema”. A personagem principal (a cargo, claro, de Buster Keaton) deste filme é um projeccionista de uma sala de cinema que, um dia, adormece durante uma sessão e em sonhos se “funde” com o espaço do próprio écran e com as acções que nele desfilam. Quase toda a acção de Sherlock Jr. decorre, portanto, num espaço e num tempo que são simultaneamente da ordem do onírico e da ordem do cinematográfico; que essas ordens sejam, no filme, de difícil distinção, eis o que não é por certo inocente. A sequência em que se processa a entrada da personagem para “dentro” do écran é, de resto, um momento de antologia: Keaton vê-se, de súbito, com o corpo sacudido pela descontinuidade espacial introduzida pela montagem e, de plano para plano (no filme dentro do filme, como se depreende) luta para conservar o equilíbrio.(…)
Luís Miguel Oliveira

in “Folhas da Cinemateca"

domingo, 7 de novembro de 2010

THE PLAYHOUSE de Buster Keaton - 09.11.2010 - 19h30


Minnelli ter-se-á lembrado, na sequência onírica de Um Americano em Paris, em que Oscar Levant cria para si próprio um espectáculo musical, sendo ao mesmo tempo instrumentista, maestro e público, da extraordinária abertura de Playhouse
De facto, temos aí um Keaton em múltiplos exemplares a dirigir a orquestra, a serrar um contrabaixo, a pôr óleo num trombone, e, maquinista de cena, a levantar a cortina sobre ele próprio multiplicado por oito, enquanto os espectadores nos balcões (casal de idosos, rapazinho vestido de marujo, etc., todos com a cara de Keaton) abrem um programa e se espantam por aquele Keaton ter, decididamente, reservado para si a parte do leão no espectáculo. (...)
Jean-André Fieschi
Cahiers du Cinéma, nº130, Abril de 1962
in catálogo "cinematografia – teatralidade 2"
Lisboa, Outubro de 2010