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quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Bernard Eisenschitz apresenta Remains de Pierre Léon e encerra a edição 2014


Bernard Eisenschitz apresenta "Remains" de Pierre Léon
from O Cinema a volta de cinco artes on Vimeo.

Bernard Eisenschitz apresenta Remains de Pierre Léon na Cinemateca Portuguesa no âmbito do ciclo de cinema do Festival Temps d'Images  "O Cinema à volta de cinco Artes -cinco Artes à volta do Cinema", na quarta-feira 12 de Novembro de 2014 e encerra a edição dedicada ao tema "cinematografia-cinematografia 2". ©Cinemateca Portuguesa-Temps d'Images 


domingo, 9 de novembro de 2014

L'Atalante de Jean Vigo apresentado por Bernard Eisenschitz


L'Atalante de Jean Vigo apresentado por Bernard Eisenschitz
from O Cinema a volta de cinco artes on Vimeo.

Bernard Eisenschitz apresenta "L'Atalante" de Jean Vigo na Cinemateca Portuguesa no âmbito do ciclo de cinema do Festival Temps d'Images "O Cinema à volta de cinco Artes -cinco Artes à volta do Cinema", no sábado 8 de Novembro de 2014. ©Cinemateca Portuguesa-Temps d'Images  

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Le Coeur et l'Argent de Louis Feuillade apresentado por Bernard Eisenschitz


Bernard Eisenschitz apresenta "Le Coeur et l'Argent" de Louis Feuillade
from O Cinema a volta de cinco artes on Vimeo.

Bernard Eisenschitz apresenta "Le Coeur et l'Argent" de Louis Feuillade na Cinemateca Portuguesa no âmbito do ciclo de cinema do Festival Temps d'Images  "O Cinema à volta de cinco Artes -cinco Artes à volta do Cinema", na terça-feira 4 de Novembro de 2014. ©Cinemateca Portuguesa-Temps d'Images  

sábado, 9 de novembro de 2013

Road to Nowhere de Monte Hellman apresentado por Bernard Eisenschitz


Bernard Eisenschitz apresenta "Road to Nowhere" de Monte Hellman from O Cinema a volta de cinco artes on Vimeo.

Bernard Eisenschitz apresenta Road to Nowhere de Monte Hellman na Cinemateca Portuguesa no âmbito do ciclo de cinema do Festival Temps d'Images  "O Cinema à volta de cinco Artes -cinco Artes à volta do Cinema", na terça-feira 12 de Novembro de 2013. ©Cinemateca Portuguesa-Temps d'Images  

Histoire(s) du Cinéma 2A - Seul le Cinéma de Jean-Luc Godard e Die Parallelstrasse de Ferdinand Khittl apresentados por Bernard Eisenschitz


B.Eisenschitz apresenta "Histoire(s) du Cinéma 2A - Seul le Cinéma" de J.L Godard e "Die Parallelstrasse" de Ferdinand Khittl from O Cinema a volta de cinco artes on Vimeo.

Bernard Eisenschitz apresenta "Histoire(s) du Cinéma 2A - Seul le Cinéma de Jean-Luc Godard e Die Parallelstrasse de Ferdinand Khittl na Cinemateca Portuguesa no âmbito do ciclo de cinema do Festival Temps d'Images  "O Cinema à volta de cinco Artes -cinco Artes à volta do Cinema", na terça-feira 5 de Novembro de 2013. ©Cinemateca Portuguesa-Temps d'Images 

sábado, 2 de novembro de 2013

DEAR DOC de Robert Kramer - 08.11.2013 - 22h00


(...) "A verdadeira história em Route One é que não importa o que pensássemos que estávamos a fazer, o que realmente estávamos a fazer era viver a verdadeira aventura, não de Doc e de Robert, mas de Robert e de Paul, uma espécie de história de amor entre homens, algo que remontava a um passado em que tínhamos sido os dois militantes e em que tinhamos encontrado um objectivo nesta experiência de fazer dois filmes juntos. Os filmes, para além das histórias que contavam, eram a história não contada de nossa relação. Tudo isso podia ser visto, escrito e experimentado de uma forma completamente diferente. Comecei a tropeçar numa coisa: vou dizer o que quero sobre a nossa relação, em que o verdadeiro material - todas as pessoas que encontramos em Route One e os artífices de Doc's Kingdom - vão estar no arrière-plan e o primeiro plano vão ser todas aquelas intermináveis conversas que tivemos durante a rodagem dos filmes, que tiveram implicações em todos os aspectos das nossas vidas. Também estava incrivelmente frustrado por ter passado nove meses a dizer, "Vamos ter de cortar isso porque só podemos ter quatro horas". Já estávamos uma hora para lá do limite, que eram três. Queria montar de outra maneira. Acabamos por decidir que o Guy Lecorne, o montador, devia ir-se embora por uns tempos e talvez voltar no fim, mas eu queria viver na sala de montagem de uma forma que nunca me tinha permitido fazer. Sempre tive este receio - a síndroma Jonas Mekas. Pensei nisso muitas vezes ao ver o filme dele em Locarno. A síndroma Jonas Mekas é abraçar totalmente a minha subjectividade. Essas invectivas assumiram diversas formas. A forma de um certo tipo de correcção política, de um certo tipo de responsabilidade social, o princípio da comunicabilidade, em se falar com alguém e não apenas connosco mesmos. Qualquer que fosse a forma que tomassem, tinham que ver com a relação muito complicada entre esconder e não esconder, sinceridade e artifício, charlatanismo e xamanismo. A honestidade engendra mais honestidade, e mais sentido de desonestidade. É assim que somos feitos e isso é óptimo. A ideia de que vou chegar ao âmago da questão, de que vou dizer tudo. Que vou mostrar tudo, por uma vez. E depois há todas as formas pelas quais nem sequer mostramos o que pensámos que íamos mostrar. 
Queria muito ir para outro nível. Queria fazé-lo trabalhando sem parar. Também podemos chamar a isto a síndroma Chris Marker. Ia emergir-me completamente nesta coisa. Não ia atender o telefone, não ia para casa, ia ver o que acontecia. O que aconteceu foi Dear Doc."
Robert Kramer

in Points de départ - Entretien avec Robert Kramer
de Bernard Eisenschitz,
Ed. Institut de l'Image - 1997
retomado in Robert Kramer
catálogo da Cinemateca Portuguesa - 2000

terça-feira, 6 de novembro de 2012

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

The True Story of Lili Marlene, de Humphrey Jennings, apresentado por Bernard Eisenschitz

Bernard Eisenschitz apresenta "The True Story of Lili Marlene" de Humphrey Jennings from O Cinema a volta de cinco artes on Vimeo.

Bernard Eisenschitz apresenta "The True Story of Lili Marlene" na Cinemateca Portuguesa no âmbito do ciclo de cinema "O Cinema à volta de cinco Artes - cinco Artes à volta do Cinema", no sábado 10 de Novembro de 2012. ©Cinemateca Portuguesa-Temps d'Images

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

LA PETITE LISE de Jean Grémillon - 05.11.2012 - 21h30 - sessão de abertura


 (...) Tanto num diálogo de uma concisão e de uma precisão extremas (nenhuma das palavras de autor nem réplicas teatrais típicas do cinema francês), na correspondência minuciosa e imperceptível entre a acção e as palavras de uma velha canção realista, nas sobreposições sonoras que lançam uma sequência antes da imagem (a serração, o baile), como nos únicos quatro planos documentais do filme - um sem-abrigo adormecido, o rio Sena, uma oficina, uma rua ladeada de árvores -, nos quais se inscreve o diálogo do pequeno-almoço, a dialética do som e da imagem é tão subtil quanto a do Anjo Azul, seis meses anterior mas estreado em Paris, na versão original, depois de Grémillon.(...)

Bernard Eisenschitz
in catálogo "cinematografia - musicalidade 2"
Lisboa, Outubro de 2012 

domingo, 28 de agosto de 2011

EISENSCHITZ / CHAPLIN - CHAPLIN REALIZADOR - Histórias do Cinema na Cinemateca Portuguesa- 09.2011

Para abrir a rubrica [Histórias do Cinema], Bernard Eisenschitz apresentará cinco programas dedicados a Chaplin. Um dos maiores historiadores actuais fala-nos de um dos maiores realizadores de cinema de sempre, abordando-o exactamente por esse ângulo, ou seja, como realizador. Se a grandeza de Chaplin é uma evidência, é provável que essa dimensão o seja afinal muito menos do que se espera ou do que muitas vezes se faz crer. O homem que corporiza o burlesco cinematográfico, o actor genial, o ícone cinematográfico supremo ou aquele que fez da sua relação com a América um caso político, não é sempre ou necessariamente reconhecido nessa primeira dimensão. O tema central deste programa é a “mise en scène” chapliana.

Bernard Eisenschitz marcou a história do cinema feita nos últimos quarenta anos, sendo um dos raros que fez mesmo ponte entre a historiografia clássica e a renovação deste campo após a década de oitenta. Estabeleceu a edição definitiva da Histoire Générale du Cinéma de Sadoul, antes de se tornar ele mesmo um dos grandes historiadores do cinema mundial. É um especialista (da história do cinema soviético, do cinema alemão, de Fritz Lang ou, por exemplo, também de Nicholas Ray) e é um dos raros generalistas contemporâneos, capaz de abordar com familiaridade e densidade o cinema dos primórdios e autores mais recentes, ficção e documentário, cinema europeu, asiático ou americano. Foi sempre um homem da escrita, com publicações monográficas sobre, entre outros, Bogart, Lubitsch, Cinema Alemão, Cinema Soviético, Nicholas Ray, Chris Marker…, e com fortíssima presença no mundo das revistas de cinema  Positif em 1964-67, Cahiers du Cinéma em 1967-71, La Nouvelle Critique em 1970-76, L'Humanité em 1972-79, Cinémathèque, Cinématographe, Révolution, Screen, L'Avant-Scène Cinéma, Trafic…, criando em 2001 a sua própria revista Cinéma). É programador, tradutor, legendador, e tem sido pontualmente distribuidor, realizador e actor. Esteve no Conselho de administração da Cinemateca Francesa (entre 1982 e 1990) e foi responsável pelos quatro volumes de Restaurations et Tirages dessa cinemateca nessa mesma década. Trabalhou directamente na área do restauro (por exemplo, no caso de L’Atalante, de Vigo) e realizou curtas metragens em torno de Vigo, Lang ou, precisamente, Chaplin (Chaplin Hoje: Monsieur Verdoux, de 2003).
Eisenschitz regressa à Cinemateca nesta nova rubrica, depois de várias outras presenças, das quais a última ocorreu no ano passado no contexto da nossa associação ao festival Temps d’Images.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

À VOLTA: JEAN-ANDRÉ FIESCHI - LA PREMIÈRE VAGUE I e II na Cinemateca


La Première Vague I e II, de Jean-André Fieschi e Noël Burch, será apresentado no sábado 9 de Abril às 21h30, na Cinemateca.

com Marcel L’Herbier, Eve Francis, Alberto Cavalcanti, Jean Mitry, Jean Dréville
França, 1966-68 - 150 min / legendado electronicamente em português

Realizado para a extraordinária série da televisão francesa Cinéastes de Notre Temps, produzida por André S. Labarthe e Janine Bazin, este filme em duas partes aborda a chamada Primeira Vanguarda Francesa, activa nos anos 20 e cujos principais representantes foram Louis Delluc, Marcel L’Herbier, Germaine Dulac e Jean Epstein, que Fieschi e Burch consideram a primeira Nouvelle Vague da história do cinema. (...) O resultado é um ensaio cinematográfico de extraordinária inteligência, que nada tem da convenção televisiva. 

domingo, 31 de outubro de 2010

ANATOMY OF A MURDER de Otto Preminger - 06.11.2010 - 21h30


(...) Quem impede a rotina, quem perturba verdadeiramente os hábitos, é Biegler-Stewart, o advogado mais indisciplinado que se possa imaginar, como exclama, irritado, o seu adversário. Capaz de sentar-se ao lado de Duke Ellington e de improvisar um duo com ele, Biegler aborda a sua defesa como se fosse uma partitura de jazz: conhece as regras melhor do que ninguém e por isso mesmo sabe contorná-las, passa constantemente do tom formal ao pessoal, joga com o público, cuja simpatia ou distância sabe pressentir e, sobretudo, conhece o timing, o momento exacto para intervir ou abster-se e até dar a impressão de que está a agir contra a causa que defende.(...)
Entre os actores, há um que se destaca dos demais, sobretudo porque não tem interesses a defender, nem diante da câmara nem por detrás dela. É verdade que quem triunfa no filme é Biegler-Stewart, mas fá-lo diante do olhar divertido e indulgente do juiz Weaver (que substitui o habitual juiz do condado), por vezes quase sob a sua direcção. Isto não se dá por acaso, pois o personagem do juiz deve muito ao seu intérprete. Quem é Joseph N. Welch? Um advogado que não deixou passar a primeira oportunidade de ser juiz que teve na vida, embora para o cinema. (...)
Na Primavera de 1954, uma série de audiências no Senado americano opôs os representantes das Forças Armadas americanas (inclusive o próprio Secretário de Defesa) a Joseph R. McCarthy (...).
O aspecto excepcional do acontecimento fez com que as audiências não apenas fossem públicas, como é a regra, mas fossem transmitidas em directo pela televisão nacional. Os Estados Unidos apaixonaram-se por esta batalha, cuja audiência foi superior à dos grandes acontecimentos desportivos.
Alguns dos golpes mais duros contra McCarthy foram desferidos por um advogado de Boston que aconselhava as Forças Armadas, “in the guise of a simple trial lawyer”: Joseph N. Welch. (...)
Preminger não se limitará a utilizar Welch como actor e a dar a James Stewart o seu ar bonacheirão e as suas astúcias.(...)
Bernard Eisenschitz
in catálogo "cinematografia – teatralidade 2"
Lisboa, Outubro de 2010

POINT OF ORDER de Emile de Antonio - 06.11.2010 - 19h30


Point of Order, primeiro filme de Emile de Antonio, (...)  é ao mesmo tempo um extraordinário documento histórico e um extraordinário momento da arte do filme de montagem. E também é um grande momento de teatro, pois não há nada que mais se pareça a uma representação teatral do que uma audiência num tribunal, a tal ponto que na vertente do cinema que deriva directamente do teatro há um abundante subgénero, o filme de tribunal, que os americanos designam, muito apropriadamente drama de tribunal (courtroom drama, a palavra drama designando aqui uma peça de teatro). As audiências de uma comissão parlamentar que vemos em Point of Order, o chamado caso Exército versus McCarthy, seguem todos os procedimentos de uma audiência em tribunal: réu, defesa, testemunhas, juízes. (...)
Point of Order é sem a menor dúvida um dos grandes courtroom dramas de sempre, de tal maneira os elementos narrativos se acumulam pouco a pouco e a balança passa a pender de um lado para o outro. Diante destes documentos históricos, temos por vezes a impressão de assistirmos a uma ficção brilhantemente elaborada: apresentação inicial dos elementos, crescendo dramático, ponto culminante e o desenlace em que a culpabilidade do réu é provada. Tudo isto se encadeia com uma alternância de tensões e distensões, através das diversas técnicas de desestabilização do adversário que cada um dos personagens tenta: ironia, falsa indignação, manobras de diversão, mentira deslavada. (...)
Antonio Rodrigues
in catálogo "cinematografia – teatralidade 2"
Lisboa, Outubro de 2010


De Antonio conhece as teorias de Eisenstein e as diversas concepções da montagem. Mas também é um cineasta americano, formado pelas comédias que vira na juventude, consciente do poder de subversão de Laurel e Hardy, dos Marx Brothers ou de W. C. Fields, cujo It's a Gift considerava como uma das melhores análises do capitalismo americano. Contrariamente aos seus amigos do New American Cinema (o underground nova-iorquino), ele conhecia a força da dramaturgia e das personagens no cinema. Em Point of Order, McCarthy lembra às vezes Fields ou um outro actor irlandês, Pat O'Brien (que se pôs a chorar, sozinho, num bar, na noite em que o senador morreu). Welch já tem a magnífica presença que terá no filme de Preminger. [Anatomy of o Murder]. Com a cabeça apoiada na mão fechada, à altura do queixo ou sobre o rosto, com os óculos na ponta dos dedos, ele é a imagem de alguém que ouve de modo algo distraído, mas não deixa passar nenhuma oportunidade de marcar pontos contra McCarthy.
Bernard Eisenschitz
in catálogo "cinematografia – teatralidade 2"
Lisboa, Outubro de 2010

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

MYSTERIEN EINES FRISIERSALONS de Bertold Brecht e Erich Engel - 03.11.2009


(...) No que respeita ao jovem escritor [Bertold Brecht], Mysterien é um revelador, sob vários pontos de vista: aí encontramos a sua violência expressiva, a escolha de situações extremas e absurdas presentes nos seus primeiros argumentos, espécie de novelas de aventuras com lógica de sonho, enfim, um estilo de representação exacerbado que era sem sombra de dúvida o dos seus primeiros espectáculos em Munique, Tambores na Noite e Na selva das cidades. (...)
Bernard Eisenschitz
in catálogo "cinematografia – teatralidade 1"
Lisboa, Outubro de 2009

domingo, 2 de dezembro de 2007

UMA CERTA NOITE de Boris Barnet - 12.12.2007


Em cada enquadramento de Odnazdi Nociu há qualquer coisa que jorra: desde os tiros das metralhadoras na primeira imagem, existe um movimento diagonal ou lateral que o define, atravessando-o. A coreografia está no plano e não, como em Eisenstein, na relação entre planos estáticos (tese levada ao absurdo no esquema dinâmico de Alexandre Nevsky, que confunde o desenho dos enquadramentos, alinhados da esquerda para a direita, com uma curva gráfica.
Deste filme, que Boris Barnet realizou em 1944 nos estúdios de Erevan, na Arménia, longe da frente, o que acima de tudo se recorda é uma imagem ou um momento: uma rapariga, com um vestido esfarrapado, atravessa, apressada, um campo de escombros, com os pés descalços a pisar as pedras aguçadas, e sobe a escada de metal, ao ar livre, de um edifício meio destruído. Ela faz a ligação entre os dois locais deste filme de guerra insólito que conta a ocupação, o massacre e a libertação de uma cidadezinha russa. (...)
Não é excepcional que a resistência soviética à invasão nazi seja incarnada por uma jovem. Godard tinha razão quando lembrava os pés descalços sobre a neve de Zoia (lev Arnstam, 1944), Joana de Arc inspirada numa personagem real; e o Souyouzkinojournal de Vertov e seus colegas é por vezes comentado por vozes femininas suaves e pensativas, ao contrário do alemão estridente do Deutsche Wochenschau.
O que é excepcional é o olhar amoroso que o cineasta pousa sobre a jovem que a luta em nada masculiniza, demasiado frágil para ser tipicamente soviética,tropeçando sob os impropérios, esbofeteada, conspurcada, espancada. A câmara mantém-se sobre ela, sem contar nada, quer ela ria ou chore, quer lave o chão quase de rastos ou corra com passos de dança. Está sozinha perante o mundo, figura de inocência e de coragem, no meio dos velhos, dos bufos, de reféns e de feridos.(...) 
Bernard Eisenschitz
in catálogo "cinematografia – coreografia
Lisboa - Novembro de 2007